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Vereador levará ao MPT denúncias de trabalhadores contra empresa de telemarketing

Author Por Marcílio Costa • 10 Sep 2026, 11:14
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Reclamações envolvendo atraso de salários e supostas irregularidades no pagamento de benefícios de trabalhadores de uma empresa de gestão de relacionamento com clientes e telemarketing deverão ser encaminhadas ao Ministério Público do Trabalho (MPT). A denúncia foi anunciada pelo vereador Luiz da Feira (PSB) durante sessão da Câmara Municipal de Feira de Santana nesta quarta-feira (9).

Segundo o parlamentar, mais de 20 funcionários procuraram seu mandato para relatar dificuldades com o pagamento dos salários. As queixas também incluem falta de repasse ao plano de saúde de valores descontados dos trabalhadores, além de problemas com vale-transporte, ticket-refeição e depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Luiz da Feira afirmou que pretende formalizar a denúncia para que os relatos sejam apurados pelos órgãos responsáveis. Ele chamou atenção para os impactos financeiros sobre os funcionários, especialmente aqueles que dependem do salário para pagar contas domésticas, mensalidades de faculdade e outros compromissos.

De acordo com os dados apresentados pelo vereador, a empresa empregaria entre 3 mil e 5 mil pessoas, distribuídas em quatro turnos, e cerca de 90% do quadro seria formado por mulheres. Essas informações, assim como as irregularidades relatadas, ainda precisam ser confirmadas durante a apuração.

O vereador Galeguinho (União) considerou válida a iniciativa de ouvir os trabalhadores, mas ponderou que a fiscalização das relações de trabalho em empresas privadas cabe aos órgãos trabalhistas. Ele também avaliou que as dificuldades financeiras atingem outras empresas instaladas em Feira de Santana e não estariam restritas ao caso apresentado na Câmara.

Edvaldo Lima (União), por sua vez, relacionou os problemas enfrentados pelo setor empresarial à carga tributária. O vereador defendeu a redução de impostos como medida para melhorar as condições de funcionamento das empresas.

A empresa mencionada no pronunciamento não foi identificada nas informações apresentadas. Também não há, até o momento, confirmação sobre a formalização da denúncia no Ministério Público do Trabalho. Os relatos deverão ser submetidos à apuração antes de qualquer responsabilização.

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