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Operação desmonta laboratório clandestino de drogas em Feira e prende foragido condenado a quase 19 anos

Author Por Marcílio Costa • 08 Oct 2026, 10:59
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Uma operação conjunta dos Ministérios Públicos da Bahia e de Goiás resultou na prisão de um homem apontado como liderança de uma organização criminosa envolvida na fabricação e distribuição de drogas entre estados brasileiros. A ação, realizada nesta quarta-feira (7), em Feira de Santana, também descobriu e desmantelou um laboratório clandestino de produção de anfetaminas instalado numa chácara na zona rural do município.

Batizada de Operação Três Caras, a investigação levou à prisão de Anderson Alves da Silva, que estava foragido da Justiça desde dezembro de 2024. Ele foi localizado em Feira durante o cumprimento de um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça de Goiás.

Segundo o Ministério Público, Anderson exercia posição de liderança numa organização criminosa dedicada à fabricação e distribuição de comprimidos conhecidos popularmente como rebites, estimulantes à base de anfetaminas.

Laboratório e apreensões

Durante a operação, as equipes encontraram uma estrutura utilizada para a fabricação clandestina de drogas. Foram apreendidos aproximadamente mil comprimidos de anfetamina, comercializados no varejo por valores entre R$ 1,50 e R$ 2 por unidade.

Os agentes também recolheram duas armas de fogo — uma pistola calibre 9 milímetros e uma carabina calibre .22 —, uma espingarda de ar comprimido, três carregadores, 130 munições, cinco celulares e uma caminhonete Toyota Hilux.

No laboratório, foram encontrados equipamentos industriais, insumos e substâncias identificadas preliminarmente como microcelulose e êxtase.

Condenação e suspeita de uso de identidades falsas

De acordo com o Ministério Público de Goiás, Anderson já foi condenado a 18 anos, 11 meses e 21 dias de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, tráfico interestadual de drogas e posse de equipamentos destinados à fabricação de entorpecentes.

As investigações também apontam que ele utilizava diferentes identidades falsas para dificultar sua localização. Há ainda suspeitas de participação em fraudes no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões, sistema utilizado para registrar e acompanhar ordens judiciais de prisão.

O objetivo das supostas fraudes seria provocar a retirada indevida de mandados de prisão do sistema, dificultando a atuação das autoridades.

Além da prisão decorrente da ordem judicial de Goiás, Anderson foi preso em flagrante em razão dos materiais ilícitos encontrados durante a operação.

Atuação integrada em Feira

A Operação Três Caras foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Bahia, em parceria com o Ministério Público de Goiás e a Polícia Militar baiana. A ação também contou com apoio do Núcleo de Inteligência da Polícia Rodoviária Federal.

Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em imóveis que, segundo as investigações, eram utilizados pelo suspeito com auxílio de familiares e terceiros para permanecer escondido.

A descoberta do laboratório em Feira de Santana revela a utilização do município como local de produção clandestina de drogas destinadas, segundo as investigações, ao comércio interestadual. O Ministério Público não informou há quanto tempo a estrutura funcionava na cidade nem a quantidade de drogas que teria sido produzida no local.

Fonte: Ministério Público do Estado da Bahia, 7 de outubro de 2026.

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