Morre aos 74 anos o radialista Jair Cezarinho, referência da comunicação em Feira de Santana
Por Marcílio Costa • 10 Oct 2026, 15:44
O rádio de Feira de Santana perdeu neste sábado (10) um dos seus personagens mais conhecidos. Morreu, aos 74 anos, o radialista e jornalista Jair Cezarinho, que estava internado no Hospital Dom Pedro de Alcântara, onde recebia tratamento de saúde. Ele enfrentava um câncer e estava hospitalizado havia aproximadamente 30 dias.
Com mais de cinco décadas dedicadas à comunicação, Jair construiu uma trajetória que ultrapassou os microfones. Além da atuação no rádio esportivo, participou de movimentos de valorização dos profissionais da imprensa, integrou entidades representativas da categoria e esteve presente em diferentes manifestações culturais da cidade.
Ao longo da carreira, trabalhou como repórter, narrador, apresentador e coordenador de equipes esportivas. Teve passagens por emissoras como Rádio Sociedade, Cultura, Fundação, Carioca e Princesa FM. Também atuou no jornal Feira Hoje, um dos importantes veículos da imprensa escrita de Feira de Santana.
Sua experiência incluiu coberturas esportivas, transmissões de competições, eleições e eventos populares. Entre os episódios marcantes de sua carreira está uma entrevista com Pelé, em 1975, durante a passagem do Santos por Feira de Santana para enfrentar o Fluminense no Estádio Joia da Princesa.
Atuação em defesa da imprensa
Jair Cezarinho também deixou sua contribuição no movimento associativo dos profissionais da comunicação. Participou de atividades do Sindicato dos Radialistas e esteve ligado à Associação Bahiana de Imprensa (ABI), entidade na qual exerceu a presidência da Regional Norte/Nordeste, sediada em Feira de Santana.
Nessa condição, participou da organização de encontros e iniciativas voltadas ao fortalecimento do jornalismo e à valorização dos profissionais da área.
Outra preocupação de Jair foi a preservação da memória da comunicação feirense. Em 2010, apresentou um projeto destinado a reunir registros e informações sobre a história da imprensa local, demonstrando seu interesse em preservar a trajetória dos profissionais e veículos que ajudaram a construir o jornalismo da cidade.
Fora das redações e emissoras, também teve participação na vida cultural de Feira de Santana, especialmente por sua ligação com o bloco Zero Hora, que liderou durante muitos anos.
Reconhecimento e despedida
A morte de Jair Cezarinho provocou manifestações de pesar entre profissionais da imprensa, amigos e autoridades. A Associação Bahiana de Imprensa destacou sua contribuição à comunicação e o trabalho desenvolvido em defesa da categoria.
Colegas que conviveram com o radialista também lembraram sua disposição em compartilhar experiências e abrir oportunidades para profissionais que estavam começando no rádio.
Jair era reconhecido pelo relacionamento próximo com os colegas, pela gentileza no trato pessoal e pelo envolvimento em iniciativas coletivas. Sua trajetória reuniu o profissional de comunicação, o dirigente de entidades e o participante ativo da vida social de Feira de Santana.
O velório acontece no Memorial Pax Bahia, na Avenida Centenário, bairro SIM. O sepultamento está previsto para domingo (11), no Cemitério Piedade, no bairro Calumbi, com saída do cortejo às 15h.
Jair Cezarinho deixa o filho Júnior, familiares, amigos e uma história de dedicação ao rádio e ao jornalismo de Feira de Santana.