Linhas distritais ficaram até quatro horas sem ônibus no primeiro turno em Feira
Por Marcílio Costa • 23 Oct 2026, 09:52
Eleitores dos distritos de Feira de Santana enfrentaram dificuldades com o transporte coletivo durante o primeiro turno das eleições, realizado em 4 de outubro. Registros operacionais da própria Prefeitura apontaram intervalos de três a quatro horas sem circulação de ônibus em determinadas linhas distritais. A informação foi divulgada pela Defensoria Pública da União (DPU), que acompanha o caso.
As dificuldades motivaram a atuação da Defensoria, após reclamações relacionadas ao atendimento do transporte coletivo na zona rural, especialmente nos distritos de Maria Quitéria, Matinha e Jaíba.
A DPU recomendou à Prefeitura a adoção de providências para assegurar o deslocamento dos eleitores no segundo turno, marcado para domingo, 25 de outubro. Entre as medidas solicitadas estão o reforço das linhas rurais, a divulgação antecipada dos horários e a possibilidade de utilização de veículos municipais e escolares para ampliar a oferta de transporte.
Prefeitura promete frequência de dia útil
Em resposta encaminhada à Defensoria, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) informou que o transporte coletivo será gratuito no segundo turno, com frequência equivalente à praticada nos dias úteis.
A Prefeitura também anunciou fiscalização presencial das empresas concessionárias, organização dos itinerários e atendimento à população pelo telefone 156.
Apesar dos compromissos, as informações divulgadas até o momento não detalham a quantidade de ônibus que estará disponível nem apresentam a programação completa das linhas distritais.
Abstenção aumentou na zona rural
O levantamento apresentado pela DPU também mostra crescimento da abstenção eleitoral em Feira de Santana. O percentual de eleitores que não compareceram às urnas passou de 15,11% em 2022 para 17,21% em 2026, considerando os respectivos primeiros turnos.
Na zona rural, a abstenção passou de 15,39% para 18,04%. Alguns locais de votação registraram aumentos mais expressivos, como a Escola Antônio Brandão de Souza, em Humildes, onde o índice passou de 16,1% para 22,5%.
A Defensoria ressalta que esses números não comprovam uma relação direta entre a falta de transporte e a ausência dos eleitores, mas reforçam a necessidade de atenção ao deslocamento da população rural.
Prefeitura terá que apresentar relatório
A atuação da DPU continuará após a votação. A Prefeitura deverá encaminhar, até 6 de novembro, um relatório detalhando a operação de transporte realizada no segundo turno.
O documento deverá informar a quantidade de ônibus disponibilizados, o número de viagens, os passageiros transportados e eventuais ocorrências.
O acompanhamento permitirá verificar se as providências anunciadas foram efetivamente executadas e como funcionou o atendimento aos eleitores dos distritos.