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Homem flagrado se masturbando em academia é solto em Feira

Author Por Marcílio Costa • 02 Oct 2026, 18:36
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O estudante de Educação Física Pedro Henrique Sales, de 21 anos, investigado por importunação sexual após ser filmado se masturbando enquanto observava uma mulher na academia de um condomínio de Feira de Santana, deixou o Conjunto Penal nesta sexta-feira (2). Ele estava preso preventivamente desde julho.

A prisão preventiva havia sido revogada pela Justiça no início desta semana, mas a liberação dependia do cumprimento das medidas cautelares estabelecidas na decisão. Pedro Henrique deixou a unidade prisional após a instalação de uma tornozeleira eletrônica.

Além do monitoramento eletrônico, ele deverá cumprir outras determinações judiciais, entre elas não se aproximar da vítima nem entrar no condomínio onde ocorreu o episódio, comparecer mensalmente à Justiça e não deixar a comarca sem autorização.

Caso ocorreu em julho

O episódio aconteceu no dia 19 de julho, enquanto uma mulher de 35 anos fazia exercícios na academia do condomínio onde morava, em Feira de Santana. Ela utilizava o celular para gravar o próprio treino e só percebeu posteriormente, ao assistir às imagens, que Pedro Henrique aparecia atrás dela se masturbando.

O caso foi comunicado à Polícia e passou a ser investigado pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM). As imagens também circularam nas redes sociais e provocaram grande repercussão.

Pedro Henrique deixou o condomínio após o episódio e passou a ser procurado pela polícia. Cinco dias depois, em 24 de julho, foi localizado em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. Segundo a Polícia Civil, ele estava em uma obra e tentou fugir com a chegada das equipes, mas acabou alcançado e preso.

A prisão preventiva havia sido decretada pela Justiça a partir de representação apresentada durante a investigação. Posteriormente, o estudante foi transferido para o Conjunto Penal de Feira de Santana, onde permaneceu até esta sexta-feira.

Prisão substituída por medidas cautelares

A defesa pediu a revogação da prisão preventiva durante o andamento do processo. A Justiça entendeu que a manutenção da prisão não era mais necessária e substituiu a medida por restrições que deverão ser cumpridas pelo investigado enquanto responde ao processo em liberdade.

A decisão não encerra o caso nem representa julgamento definitivo sobre a acusação. O processo por importunação sexual continua em tramitação na Justiça.

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