Feira chega aos 193 anos com expansão imobiliária em várias regiões
Por Marcílio Costa • 18 Sep 2026, 10:30
Feira de Santana completa 193 anos nesta sexta-feira (18) com um movimento de expansão urbana que pode ser percebido nas novas autorizações ambientais para empreendimentos imobiliários. Levantamento realizado a partir de atos publicados no Diário Oficial do Município em 2026 identificou pelo menos 4.260 unidades habitacionais e lotes residenciais e comerciais previstos em novos projetos.
O número oferece apenas um recorte do mercado imobiliário. A apuração considera empreendimentos que tiveram licenças, dispensas ou autorizações ambientais publicadas neste ano, não incluindo o estoque de prédios, condomínios, loteamentos e residenciais que já estavam em construção ou comercialização.
Entre os projetos identificados estão empreendimentos no Campo Limpo, Conceição, Aviário, SIM, Asa Branca, Papagaio, Chaparral, Parque Ipê, Parque Getúlio Vargas e Pedra Ferrada. A distribuição mostra que o avanço imobiliário ocorre em diferentes vetores de Feira, alcançando tanto áreas já consolidadas quanto regiões que vêm recebendo novas ocupações.
Projetos de diferentes portes
O levantamento encontrou empreendimentos de dimensões variadas. Entre os maiores aparecem projetos com centenas de apartamentos, casas ou lotes. Somente três dos atos mais recentes representam 1.582 unidades e lotes: o Vertex Getúlio, com 624 unidades; o Donato Residence, com 230 casas; e a segunda etapa do Parque Universitário, com 728 lotes, dos quais 699 residenciais e 29 comerciais.
A quantidade total pode ser ainda maior. Outros empreendimentos imobiliários aparecem nas publicações ambientais de 2026, mas não foram incorporados ao cálculo quando os atos consultados não permitiram confirmar com segurança o número de unidades.
O dado também precisa ser observado dentro de seus limites. Licença ambiental não significa necessariamente que a obra tenha começado. Ela representa uma das etapas administrativas necessárias para que determinados empreendimentos avancem, conforme a modalidade do projeto e as demais exigências legais.
Crescimento amplia demandas da cidade
Mesmo com essa ressalva, o volume de projetos oferece uma dimensão do movimento do setor imobiliário em Feira. Novos empreendimentos significam investimentos na construção civil e reflexos sobre uma cadeia que envolve mão de obra, materiais de construção, comércio e prestação de serviços.
Ao mesmo tempo, a expansão amplia as demandas sobre a estrutura urbana. Novas áreas residenciais exigem acompanhamento da oferta de água e esgotamento sanitário, mobilidade, transporte público, escolas, unidades de saúde, coleta de resíduos e infraestrutura viária.
No aniversário de 193 anos de emancipação política, o levantamento ajuda a revelar uma Feira que continua ampliando seu território urbano. Os mais de 4,2 mil imóveis e lotes identificados não representam todo o mercado em atividade, mas apenas uma fotografia dos projetos que passaram pelo recorte ambiental analisado em 2026 — fora os empreendimentos que já estão em andamento na cidade.