Classes produtoras apresentam agenda estratégica para o desenvolvimento de Feira
Por Marcílio Costa • 11 Sep 2026, 07:39
As entidades representativas das classes produtoras de Feira de Santana apresentaram uma agenda de reivindicações para o desenvolvimento do município durante encontro com o candidato ao Governo da Bahia ACM Neto (União Brasil). O almoço foi realizado na quinta-feira (10), na CDL, e reuniu lideranças empresariais e integrantes da chapa majoritária.
Edson Piaggio, do Instituto Pensar Feira, falou em nome das demais lideranças empresariais e apresentou os principais pontos do documento elaborado pelas entidades. A proposta busca superar demandas específicas de cada segmento e reunir questões consideradas estratégicas para Feira de Santana e sua influência econômica regional.
Entre os principais eixos está a defesa de uma política de interiorização do desenvolvimento da Bahia, com maior descentralização de investimentos, equipamentos e atividades hoje concentrados em Salvador. As entidades consideram que Feira, pela posição geográfica, dimensão econômica e capacidade de articulação com diferentes regiões do estado, pode exercer papel central nesse processo.
Parque de Exposição
Uma das propostas relacionadas a essa estratégia envolve o Parque de Exposição João Martins da Silva. Diante das discussões sobre uma possível mudança na utilização do parque de Salvador, as classes produtoras defendem que Feira passe a receber grandes eventos agropecuários estaduais e nacionais atualmente realizados na capital.
Para viabilizar essa mudança, o parque feirense precisaria passar por um processo de ampliação e modernização. O argumento das entidades é que Feira reúne condições logísticas privilegiadas por estar próxima ao Recôncavo, funcionar como porta de entrada para o Sertão e integrar importantes corredores de ligação entre as diversas regiões baianas.
Aeroporto volta às prioridades
Outro ponto considerado estratégico é o Aeroporto João Durval Carneiro. A reivindicação das entidades vai além de intervenções pontuais e defende um projeto capaz de dar ao terminal estrutura compatível com a dimensão econômica de Feira e de sua região de influência.
A proposta considera tanto o transporte de passageiros quanto o de cargas, ampliando a utilização do aeroporto como instrumento de desenvolvimento regional. O terminal é uma reivindicação histórica do setor produtivo e já esteve presente em diferentes agendas políticas e eleitorais.
Rodovias também preocupam empresários
As condições das rodovias federais que dão acesso a Feira completam a pauta de infraestrutura. As entidades defendem melhorias e duplicações em corredores como as BRs 116 e 101, além de atenção à BR-242, que conecta o Oeste e a Chapada Diamantina à região de Feira, e à BR-324.
Embora parte dessas intervenções seja responsabilidade do Governo Federal, as classes produtoras defendem que o próximo governador utilize sua capacidade de articulação política para colocar os projetos relacionados a Feira entre as prioridades da União.
Os empresários avaliaram positivamente a receptividade de ACM Neto às propostas e identificaram pontos de convergência entre o discurso do candidato e a agenda defendida pelo setor produtivo.
Também participaram do almoço os candidatos ao Senado pela chapa de ACM Neto, João Roma e Ângelo Coronel.
A intenção das entidades é colocar as reivindicações no debate eleitoral sem restringi-las a uma candidatura. A mesma agenda deverá ser apresentada ao governador Jerônimo Rodrigues, candidato à reeleição, em encontro a ser agendado.